O MELHOR MAL HUMORADO DE CABO FRIO

Demorei a entrar no Face. Faleceu o Antonio Ângelo, um grande amigo. Eu o chamava de “O melhor mal humorado de Cabo Frio”. Uma pena.
Seu conhecimento do ambiente da cidade, onde ele dominava o tema, se perdeu. Que seus registros e planos sejam resgatados.
Conhecendo-o tenho certeza que ele nunca imaginaria essa comoção.
Um homem do bem.

Eduardo (Duca) Monteiro.

Cabo Frio, 01 de julho de 2018.

A ELEIÇÃO VAI POLARIZAR!

Pirando na maionese

Leitor atento e observador percebeu que o Blog do Totonho vinha “pirando na maionese”, seguidamente afrancesando o nome do deputado Mauro, que não é Bernard e sim Bernardo. O deputado, agora corretamente chamado, continua no seu bate boca com Mônica B. Gonçalves, coordenadora do PROCON de Cabo Frio.

Juarez Lopes X Tempo Seco

O engenheiro sanitarista, Juarez Lopes, em debate acontecido na noite de sexta-feira, fez duras críticas ao modelo a “tempo seco” implantado pela Prolagos em Cabo Frio. Juarez, dos mais respeitados ambientalistas de toda a Região dos Lagos, deu palestra sobre um dos grandes problemas do município: o saneamento.

Sem saneamento cai a qualidade de vida

A questão do saneamento é um dos problemas mais sérios e espinhosos a serem tratados pelo próximo prefeito de Cabo Frio. A falta de saneamento contribui diretamente para deteriorar os índices de qualidade de vida do município. Arrebenta com qualquer política ambiental e a possibilidade de desenvolvimento de política pública para o turismo.

A eleição vai polarizar

As eleições para prefeito de Cabo Frio costumam polarizar. Portanto, essa quantidade imensa de pretensos candidatos tende a desaparecer: alguns sem deixar vestígios. Grande parte dos “candidatos” coloca o nome para melhorar as chances de alguma candidatura a vereador ou mesmo “vender” ou “negociar” a alguém com chance real de se eleger.

Felipe: de olho na eleição para a câmara

Qual o rumo a ser tomado pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), em Cabo Frio? O partido pode até se separar do prefeito Adriano Moreno, mas a tendência do vice-prefeito Felipe Monteiro é permanecer associado ao governo: o divórcio só acontecerá se o governo retirar as condições para que o vice-prefeito se eleja vereador na eleição de 2020.

Felipe não está só

Felipe Monteiro não é o único. Muitos vereadores que hoje apóiam o prefeito Adriano Moreno e o assessor especial Antônio Carlos Vieira tenderão ao afastamento caso percebam que as possibilidades de reeleição são praticamente nulas. Política virtual é uma coisa, a real é bem outra.

A transformação do outrora desanimado Aquiles Barreto

A saída de Cláudio Leitão e Denize Alvarenga da secretaria de educação parece ter feito um “bem danado” ao espírito do vereador Aquiles Barreto. Antes desanimado, o vereador, ligado ao grupo de Marquinhos Mendes, não sai mais das redes sociais, através de links patrocinados. O vereador está investindo!

Ah, o tempo!

Os tempos são mesmo outros. Quem poderia imaginar que Búzios, o famoso balneário de fama internacional, fosse um dia ter um candidato a prefeito como Leandro do Bope. A própria existência da candidatura e do seu séquito de apoiadores dá bem a medida daquilo que Búzios está gradativamente se transformando.

Quem é Bolsonaro sem o controverso?

Ontem, quinta-feira o ex-prefeito buziano Mirinho Braga escreveu artigo aqui para o Blog do Totonho: “Quem é Bolsonaro sem o controverso”? O artigo analisa a ascensão política de Bolsonaro e a atuação do PT dentro desse processo político e eleitoral. Mirinho prometeu que sua participação não se encerra com esse artigo. O blog espera que sim.

O projeto da Salineira

O CIEP 193 (Wilson Mendes) no bairro do Jacaré recebe hoje, sábado, 31, o “Salineira com a comunidade”. O projeto, desenvolvido pela Auto Viação Salineira, que detém o monopólio do transporte coletivo, no município, tem a parceria da Unilagos e se realiza em áreas da periferia da cidade.

O LAMPIÃO DA RUA DO FOGO por Cora Coralina

Ali, naquele velho canto onde a Rua de Joaquim Rodrigues faz um recanteio, morava Seu Maia, casado com Dona Placidina, numa casa de beirais, janelas virgens da profanação das tintas, porta da rua e porta do meio. Portão do quintal, abrindo no velho cais do Rio Vermelho. Isso, há muito tempo, antes da rua passar a 13 de Maio e da casa ser fantasiada de platibanda.

Seu Maia era muito conhecido em Goiás e era porteiro da Intendência. Boa pessoa. Serviçal, amigo de todo mundo e companheirão de boas farras. Gostava de uma pinguinha em doses dobradas, dessas antigas que pegavam fogo. Então, se misturava vinho, conhaque e aniseta; só voltava para casa carregado pelos companheiros, que o entregavam aos cuidados da mulher.

Esta, acostumada, embora com a sina ruim, como dizia, não poupava a descalçadeira quando recebia o marido naquele fogo, arrastando a língua, de pernas moles, isto quando não virava valente, quebrando pratos e panelas e disposto a lhe chegar a peia.

Dona Placidina era muito prática, nessas e noutras coisas… Ajeitava logo um café amargo, misturado com frutinhas de jurubeba torrada, que o marido engolia careteando e o empurrava para a rede, onde roncava até pela manhã ou se agitava e falava a noite inteira.

— Coitada de Dona Placidina, comentavam as amigas. Seu Maia é um santo homem sem esse diabo da pinga.

E ensinavam remédios, simpatias, responsos, rezas fortes. Simpatia que dera certo em outros casos, era nada para ele. Remédios? Inofensivos como a água do pote. Os próprios santos se faziam desentendidos dos responsos, velas acesas e jaculatórias recitadas.

Dona Placidina, cansada daquele marido incorrigível, acabou botando o coração ao largo, embora achasse, no íntimo, que melhor seria uma boa hora de morte para ela… ou antes, para o marido, esta parte no subconsciente.

Naquele dia, como a dose da boa fosse mais pesada, Seu Maia, que já vinha se ressentindo do fígado com passamentos e vista escura, se achou pior.

Os amigos o trouxeram para casa mais cedo. Tiveram mesmo de o levar para a cama e o meter entre as cobertas. De nada valeu a chazada caseira.

No dia seguinte, chamaram Seu Foggia que diagnosticou empanchamento e doença do coração. Receitou um purgativo e uma poção. Seu Maia piorou. Dona Placidina se desdobrou em cuidados especiais. Esqueceu o defeito do marido, as desavenças, os pratos quebrados e passou a sentir, antecipadamente, os percalços da viuvez.

Os amigos não arredaram. Faz-se a conferência médica das vizinhas prestativas. Escalda-pés, benzimentos, sinapismo, nada deu jeito. Nem valeu promessa de muito boa cera ao senhor São Sebastião. Seu Maia morreu.

Os companheiros tomaram conta do morto. Levaram o corpo.Vestiram-lhe o fato preto de sarjão, que tinha sido do casamento. Calçaram meias, ajuntaram-lhe as mãos no peito. Pearam as pernas e passaram um lenção branco, bem apertado, no queixo. Chamaram um canapé, largo de palhinha, para o meio da sala, deitaram o cadáver, cobriram com um lençol. Cuidou-se do pucarinho de água benta, com seu ramo de alecrim. Acenderam-se as quatro velas e, nos pés do morto, botou-se um caco de telha com brasa e grãos de incenso. Era assim que se arrumava defunto em Goiás, antigamente.

Os amigos foram chegando, tomando posição e começou o velório. Dona Placidina, entregue aos cuidados das amigas, mal escapava de uma vertigem, caía noutra. Afinal, à força de chás de arruda, de casca de tomba e de Água Florida de Murray, voltou a si e, como era decidida e de espírito prático, botou de parte o abatimento e passou a cuidar do pessoal que fazia sentinela.

Café com biscoito pelas 10 horas. Mais tarde, mexido de lombo de porco e ovos fritos com farofa, comido na cozinha, e requentão quando a noite esfriou mais e os galos passaram amiudar.

Entre a diligência caseira e suspiros puxados, a viúva, de vez em quando, levantava a ponta do lençol que cobria o marido e enxugava umas lágrimas hipotéticas. “Bom marido”, lastimava e, lá consigo, “não fosse a pinga, era a falta que tinha…”

No dia seguinte, veio o caixão com tampa solta, como de costume. Agasalharam ali o defunto. Chegaram mais amigos e mais comadres. Dona Placidina louvava as virtudes conjugais do finado, em crises nervosas de choro seco — sem lágrimas, o choro mais difícil que existe.

A cada visita que chegava, com seu carinhoso abraço e formalíssimos “meus pêsames”; havia uma exaltação no choro ressecado da viúva.

Pelas duas horas, começou a fazer vento de chuva e um trovão surdo se ouviu ao lado da Santa Bárbara. Como o caixão teria mesmo de ser carregado na força dos braços, os amigos resolveram apressar o saimento, antes que o tempo enfarruscado se decidisse em água. Vento da Santa Bárbara é chuva certa no São Miguel. E enterro debaixo de chuva era a coisa mais estragada que podia acontecer em Goiás.

Dona Placidina se debruçou em cima do morto. Não queria deixar sair Seu Maia, coitado… As amigas com chazadas de alecrim. Os amigos tomaram conta das alçadas e ganharam a rua. Entraram na outra, que era Direita, naquele tempo. Passaram a ponte da Lapa, subiram e entraram no Rosário para encomendação do corpo.

Os sinos das igrejas, todas, dobrando a lamentação de finados. Pela intenção do morto, cada amigo mandava dar um sinal nas igrejas, quanto quisesse. Ainda que os sinos tocam como a gente quer, alegres ou soturnos.

Os sineiros sempre tiveram esmero especial para anjinho ou defunto. Essas duas palavras, em Goiás, delimitavam as circunstâncias da idade, sem mais explicações. Anjinho era criança mesma ou moça virgem e, defunto, gente pecadora.

Ia o cortejo subindo e os homens se revezando nas alças, que o morto estava pesado. Com a doença curta, nem tivera tempo de emagrecer. Iam depressa, que a chuva já tinha posto uma carapuça branca no cocuruto do Canta Galo.

Na frente, um popular, afeito àquele préstimo, carregava a tampa que só ia ser colocada na beira da cova. Outros levavam os dois tamboretes, tradicionais, para o descanso do ataúde, quando se trocavam os que iam carregando. Os músicos, de fardão escuro, tocavam um funeral muito triste. Sendo de notar que não havia enterro em Goiás sem acompanhamento de música, somente os muito pobrezinhos. Na rabeira, a molecada da rua. Queriam ver o caixão descer no buraco, se divertiam com aquilo.

Na esquina da Rua do Fogo com a Rua da Abadia, existiu, durante muito tempo, um poste de lampião antigo, saliente, fora de linha, puxando mesmo para o meio da rua. Era um tropeço. Coisa embaraçosa. Não foram poucos os esbarros, cabeçadas, encontrões verificados ali.

Enterros que subiam, já de longe, começavam a torcer à direita para se desviar do lampião, que não tinha outra conseqüência senão atrapalhar. Naquele dia, com a aflição da chuva que vinha perto e com o peso do caixão que era demais, ninguém se lembrou do poste. Foi quando o compadre Mendanha, que ia na alça dianteira pela esquerda, pisou de mau jeito num calhau roliço, falseou o pé, fraquejou a perna e… bumba! Lá se foi o caixão bater com toda força no lampião.

Com a violência do baque, o defunto abriu os olhos, desarrumou as mãos e fez força de levantar o corpo.

A essa hora, o pessoal do enterro tinha se desabalado, em doida carreira pela rua abaixo e largado o morto se soltando da laçada das pernas. O dia inda estava claro, não era hora de assombração. Alguns, mais esclarecidos, resolveram voltar e ver de perto o acontecido.

Encontraram Seu Maia de pé, muito amarelo, escorado no poste, com tremuras pelo corpo e olhando, com desânimo o caixão vazio. Reconheceram, então, que o mesmo estava vivo e que era preciso voltar com ele para casa. Guardaram o caixão inútil na igreja da Abadia e desceram a rua, amparando o ex-morto.

Todas as janelas, agora, com gente assombrada ante aquele caso novo na cidade. A meninada na frente, gritava:

— Evém o defunto…

De dentro das casas, os moradores corriam para as portas e só se ouvia:

— Vem ver, Maricota… vem ver, Joaninha. Óia o defunto que evém voltando…

Amparado pelos amigos, metido naquele sarjão preto, desusado, calçado só de meias, lenço na cara e muito devagarinho vinha Seu Maia de volta.

Um portador foi na frente avisar Dona Placidina, daquela ressurreição e conseqüente retorno, ao que ela só teve expressão sintomática:

— Seja pelo amor de Deus.

Seu Maia chegou afinal, entrou, recebendo um abraço de boas-vindas mais ou menos calorosas da mulher. Bebeu um cordial. Meteu-se na cama e de novo foram chamar Seu Foggia. Este veio. Examinou, apalpou, auscultou, pediu para ver a língua. Concluiu, com sabedoria, que tinha sido um ataque de catalepsia, muito parecido com a morte, mas que não era morte, não.

A providência tinha sido o lampião do meio da rua, senão teria sido mesmo enterrado vivo.

A cidade comentou o caso por muito tempo. Seu Maia foi entrevistado por todos os sensacionalistas da terra — gente insuportável daquele tempo. Muita língua desocupada levantou a suspeita de que vários fulanos e sicranos daquele tempo tivessem sido enterrados vivos e toda a gente ficou se pelando de catalepsia. Os letrados foram até o Chernoviz e Langard. Conferiram-se diploma no assunto e discorriam de doutor e com muita prosódia, sobre catalepsia ou morte aparente.

Enquanto os comentaristas faziam roda, o doente recuperava a saúde. Dona Placidina, muito prática como sempre, aproveitou o acontecimento para uma pequena homilia doméstica, complicada e cheia de boa dialética feminina, de que “aquilo fora aviso do céu e castigo de Deus…”

E já pelo choque emocional — vá lá que naquele tempo não havia destas coisas não — já pelo medo de novo ataque e de ser mesmo enterrado vivo, o certo é que o homem moderou a bebida.

Dona Placidina, no entanto, já havia, no seu foro íntimo, aceitado a idéia da viuvez e aquela volta inesperada do marido vivo não melhorou de muito os pontos de vista da ex-viúva.

Alguns meses depois, Seu Maia adoecia gravemente. Vieram os amigos da primeira viagem. Apareceram as clássicas e inefáveis comadres. Deram-se os remédios. Da botica e extrabotica. Foi bem purgado e lhe aplicaram ventosas e sinapismos. Nada serviu. Seu Maia morreu.

Seu Foggia então declarou que, por via das dúvidas, só levassem o morto quando começasse a feder. Fez-se de novo o velório com todas as regrinhas de costume. Café com biscoito pelas dez horas. Viradinho de feijão e lingüiça comidos, com voracidade e discrição na cozinha, e quentão forte de canela e gengibre, quando a noite esfriou e os galos amiudaram.

Contaram-se casos. Louvaram as virtudes do finado, num breve necrológio. Passaram a anedotas discretas. Falou-se da carestia da vida, dos erros do governo e se fez a filosofia da morte.

A viúva chorou, mais ou menos conformada com aquela segunda via. O compadre Mendanha tomou conta de trocar as velas que iam se consumindo, de regrar o pucarinho de água benta com seu raminho de alecrim.

No dia seguinte, quando perceberam que não mais haveria engano, os amigos ajuntaram as alças e levantaram o caixão.

Dona Placidina, muito experiente, despediu-se do morto em soluços alternados. Teimou com as amigas: dessa vez havia de acompanhar, ao menos até a porta.

O compadre Mendanha, muito metódico e apegado aos velhos hábitos de sempre pegar caixão pela alça da frente e da esquerda, tomou posição. Outros pegaram pelos lados, adiante saiu a tampa, carregada por um popular e os tamboretes indispensáveis, renteando o caixão aberto.

Espalhado pelas ruas, o acompanhamento, só de homens. Agrupada com seus instrumentos enlaçados de crepes, a banda do funeral. Arrumado o cortejo, Dona Placidina botou o corpo fora da porta e chamou alto:

— Compadre Mendanha… Escuta, compadre, cuidado com o lampião da Rua do Fogo, viu… Não vá acontecer como da outra vez.

OPERAÇÃO TAPA BURACOS … NO GOVERNO

Apesar de toda a reforma administrativa e o expurgo realizado pela “troika de direita”: Adriano Moreno, Antônio Carlos Vieira e Sérgio Ribamar, o governo patina e não consegue fazer dominar a arte para o qual foi eleito: governar.

Os servidores e a população em geral não mais suportam os desmandos, incompetências, seguidos de recuos quase diários e as desculpas, que se tornaram corriqueiras.

A população, que ansiosa por novos ventos, elegeu a “troupe” não quer nada demais: quer que o governo, governe, com o mínimo de articulação política e administrativa, que permita, por exemplo, tapar os buracos nas ruas.

Talvez antes seja necessária outra operação, a de tapar os buracos do governo.

DENÚNCIA & INVESTIGAÇÃO

Bate boca!

O bate boca entre o deputado Mauro Bernard e a coordenadora do Procon Mônica B. Gonçalves, envolvendo o prefeito é a primeira etapa de muitos embates no campo da direita e ultra direita, em Cabo Frio. O problema é que não tem espaço para todo mundo e a tendência é o bate boca e bate cabeça, seguidos de siricuticos e chiliques se tornarem mais corriqueiros

Repúdio

A ocupação dos espaços políticos para a disputa eleitoral em 2020 vai provocar outras cotoveladas e ataques entre esses grupos de direita. Brigas e xingamentos como Frota X Bolsonaro vão acontecer também no âmbito local. É assim que a direita sabe fazer política. É assim que entende o mundo. Portanto, esse tipo de comportamento não deve ser objeto de estranhamento e sim de repúdio.

Todo cuidado é pouco

Durante a mais recente campanha para prefeito a desinformação ganhou de longe a análise política formal por conta das “Notícias Falsas”, que circularam direto nas redes sociais. Os insultos e acusações levianas não ficaram atrás e romperam muitas barreiras civilizatórias, portanto, para 2020 e outras eleições que vem por aí, todo cuidado é pouco.

As divisões internas

É falso imaginar que as divisões internas do governo tenham acabado após a saída do grupo mais próximo a Adriano Moreno durante a campanha. O assessor especial Antônio Carlos Vieira não admite dividir espaços, quer apenas submissão e obediência. Daí os seguidos estremecimentos com outras lideranças. Hoje muita gente pergunta quem é o prefeito. Ora, de direito é Adriano Moreno. De fato …….

Debate sobre saneamento

José Bonifácio realiza na noite de sexta-feira o primeiro debate sobre saneamento. O ex-prefeito de Cabo Frio declarou que pretende ouvir todos os setores da sociedade cabofriense. Segundo ele o saneamento além de assegurar elevado salto na qualidade de vida, também é fundamental para o desenvolvimento da atividade turística e preservação ambiental.

O Democratas e a Região dos Lagos

O Democratas cresceu na Região dos Lagos, nos mesmos moldes do então PMDB de Sérgio Cabral Filho. A influência da Família Maia nos altos escalões do governo federal “anima” lideranças políticas locais a aderir à legenda. Até mesmo o prefeito de Búzios Henrique Gomes, que foi “agasalhado” durante muitos anos por Francisco Dornelles, no PP, não resistiu aos encantos de César e Rodrigo Maia.

Os “cracas”

Entra e sai prefeito e tem gente que não larga o “osso” na prefeitura de jeito algum, independendo do partido ou mesmo do prefeito. São conhecidos na cidade como “cracas”, que incham a folha de pagamento, não trabalham e entravam o progresso do município.

O governo parece que ainda não começou

A prometida recuperação das praças na cidade, todas em mau estado de conservação ainda não aconteceu. Da mesma forma a “operação tapa buracos”, que nunca começa pra valer, apesar de alguns ensaios e do “esforço” da assessoria especial e do prefeito, que viajam para o Rio e Brasília atrás da famosa “massa asfáltica”, que nunca chega.

Denúncia & Investigação

A empresa Arraial Búzios Tur Agência de Turismo e Locadora ganhou o contrato emergencial para o transporte de alunos no Distrito de Tamoios. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) está investigando o contrato a partir de denúncia da empresa, que anteriormente prestava o mesmo serviço.

QUEM É BOLSONARO SEM O CONTROVERSO? por Mirinho Braga.

O presidente se alimenta de besteiras e palavras mal ditas.

O bolsonarismo agoniza, mas, se nutrindo do antipetismo, continua a se manter em pé. Aplaudem as mais diversas loucuras do presidente. Mito na falta de educação, mito no desrespeito ao próximo, mito da incapacidade, arrogância e falta de gestão.

Era para ser outro, mas nos deram este, não nos pertence, mas é nosso. Temos, mas não o queremos.

Mas ele continua aqui e se não reagirmos fabricam outros e nos fazem engolir.

Já engolimos tantos! O mito é uma criação petista que o sistema aperfeiçoou.

A autocrítica nunca foi o forte da esquerda brasileira. Essa mesma esquerda não aprendeu nada com a eleição passada, não escutou o recado das urnas. Continua a combater a extrema direita com o que ela mais gosta de se alimentar: ideias e ações de cunho extremamente esquerdistas.

Nossos venenos foram produzidos por nós, mas ainda não percebemos.

O presidente é o grande inimigo do povo, mas um inimigo invisível que usou e continua usando fakes News, mas também pautas e ideias que parte da esquerda tanto ama, mas que poderia evitar. Eis o segredo da eleição do Bolzo!

O Brasil não votou num Presidente, o Brasil elegeu o antipetismo representado por Bolsonaro.

Se de um lado existe um “mito”, do outro temos um ser intocável e sem defeitos que para alguns petistas é quase um deus.

A raiz do problema está aí: o narcisismo petista faz do espelho seu ideal. O petismo exacerbado não é capaz de dar um passo atrás para ter condições de, mais tarde, avançar quilômetros.

Lula é vítima dos instrumentos que o próprio PT criou.

Delação premiada?

Judicialização da política?

Conflito de atribuições entre os três poderes? Nomeações políticas?

Menosprezaram as reformas que poderiam ter feito;

Uniram-se ao que há de mais podre na política nacional;

Beijaram Sarney e ressuscitaram Temer. Inocência ou poder a qualquer custo?

A extrema esquerda tem que endurecer sendo mais branda.

Tem que gritar com suavidade tem que falar ouvindo a voz que ecoa em cada esquina de nossas cidades.

O povo brasileiro deu o recado, vamos continuar a dar murro em ponta de faca?

É preciso escutar a voz rouca da rua, não estressar, não “extremar”, dialogar, e mostrar verdades que todos possam, nitidamente, “ouvir”.

  • Mirinho Braga: ex-prefeito de Búzios.

PROLAGOS, PIVÔ DA BRIGA QUE ENVOLVE OS DEPUTADOS BERNARD, SÉRGIO AZEVEDO E O PREFEITO ADRIANO MORENO.

O deputado Mauro Bernard pediu a substituição da coordenadora geral do Procon, de Cabo Frio.

O deputado Mauro Bernard e a coordenadora geral do Procon, em Cabo Frio, Mônica B. Gonçalves discordaram e bateram de frente publicamente. Pivô da briga, a Prolagos. Segundo reportagem de Rodrigo Branco para a Folha dos Lagos o deputado acusa a coordenadora de “não notificar a empresa sobre a cobrança de taxa mínima com base na lei estadual nº 8.234/2018, que impede a cobrança do consumo de água por estimativa”.

A coordenadora do Procon, no governo de Adriano Moreno é Mônica B. Gonçalves, ligada ao deputado do PSL, Sérgio Azevedo, mas indicada para o cargo pelo prefeito Adriano Moreno. Forma-se aí um enredo político interessante, complexo, difícil de resolver, envolvendo dois deputados e o prefeito.

Como todos estão direta ou indiretamente de olho em 2020 é possível que a chapa esquente ainda mais entre os envolvidos. O deputado Mauro Bernard, conhecido pela pouca paciência, deu o tom da fervura: quer a substituição de Mônica B. Gonçalves.

CHILIQUES, SIRICUTICOS E FANIQUITOS

Chegou o pagamento

O pagamento, finalmente, foi feito em dia para os aposentados e pensionistas. A prefeitura de Cabo Frio festeja como se fosse à concessão de um privilégio para aqueles que trabalharam a vida inteira. Esquece propositalmente, que é um direito, que consta na LOM – Lei Orgânica Municipal.

O Dissimulado!

O perfil de quem está sempre nas nuvens assumido e estimulado pelo prefeito Adriano Moreno foi definitivamente percebido pelo mundo político cabofriense. Todas as estrepolias feitas pelo governo municipal a partir da reforma administrativa tinham um objetivo fundamental: assegurar o processo político para a reeleição de Adriano.

O Dissimulado 2

Essa característica de não assumir nada. Não responder com objetividade as perguntas e não definir com seriedade propósitos e objetivos não é inexperiência com a coisa pública, mas esperteza. Essa dissimulação foi bem caracterizada pelo ex-prefeito José Bonifácio na sua mais recente entrevista no Programa Sidnei Marinho, na Litoral News.

Saneamento: José Bonifácio & Juarez Lopes.

José Bonifácio continua fazendo reuniões para debater temas que são importantes problemas do município de Cabo Frio. Na noite de sexta-feira, 30, o saneamento monopoliza a atenção, tendo como moderador e palestrante o engenheiro Juarez Lopes, com grande experiência nas áreas de saneamento e meio ambiente.

A nova engenharia política

A nova engenharia política desenvolvida pelo ex-secretário de fazenda e atual assessor especial Antônio Carlos Vieira representa o rompimento com o grupo e os métodos que fizeram de Adriano Moreno prefeito de Cabo Frio. Demonstra que o governo não acredita que o caminho trilhado para a eleição não serve para governar e muito menos para tentar reeleger Adriano.

O “pau vai cantar”

Na medida em que o processo eleitoral de 2020 se aproxima o “pau vai cantar” entre os grupos de direita, que disputam, numa luta intestina, os espaços do bolsonarismo em Cabo Frio. Parte da direita rachou e formou um grupo específico, cujo ponto de encontro é o “senadinho”, na orla do Canal do Itajuru.

“Batendo cabeça”

Outros dois grupos direitistas estão “batendo cabeça”, via tarifas da concessionária Prolagos. O pano de fundo, porém é a ação do deputado Mauro Bernard, que pediu a exoneração da coordenadora do Procon, em Cabo Frio. Uma das muitas perguntas na “ponta da língua” é: o prefeito vai demitir a coordenadora do Procon?

Chiliques, Siricuticos e Faniquitos

À direita em especial a ultra-direita (neofascistas) não economiza na linguagem chula, nos pitis, siricuticos, chiliques, faniquitos e toda espécie de grosserias, caso os confrontos persistam, imagina-se que o velho e genial Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) teria, se vivo, farto material para mais um número do Febeapá (Festival de Besteiras que assola o país.

POMBA BRANCA por Rafael Alvarenga

Faz tempo que ao entrar e sair pelo portão me deparo com uma pomba branca. Então me impressiona a limpidez da sua plumagem: a cada noite aquelas penas morrem, para renascerem brilhosas e escovadas pelos raios da manhã seguinte.

Vejo que é uma pomba ainda desacostumada com o mundo. Tem olhos esquivos e muita confiança nos gatos. Além disso, não sei o que ela pretende indo em direção ao terreno baldio, embora concorde que ele seja o último refúgio dos meus olhos nessa rua de muros tão altos.

A pomba branca está perdida. É como um estrangeiro que não fala nossa língua e não tem dinheiro para pegar um ônibus na rodoviária. E não pensem que estamos diante de uma pomba tola. Pois em tempos de guerra voar não interessa tanto a quem não tem munição. De mais a mais, ontem os pardais disseram que os gaviões estão famintos e que a paz é meramente um desejo humano, não um fenômeno natural.

Nesses dias chuvosos, saí com meu guarda-chuva a sua procura. Iria dizer-lhe que a vida tem suas urgências e que ela não perderia sua graça excelsa se fosse, uma vez por semana, rodear o pipoqueiro da praça em busca de um punhado de milho. Mas não a encontrei. Talvez tenha fugido ou simplesmente descoberto abrigo.

O mundo não é mais o mesmo. Aliás, ele nunca será o mesmo. E até a pomba branca, que há muito não passava por aqui, sentiu as mudanças. No entanto, é nesse mundo que vamos viver e como disse o poeta é justamente por ele que vale a pena lutar!

Rafael Alvarenga

Cabo Frio, 26 de agosto de 2019

MARQUINHOS: BLOQUEADO E INTERDITADO.

Cartão furado

Os banheiros da rodoviária de Cabo Frio continuam a ser péssimo cartão de apresentação da cidade. Está certo que a administração não pertence à prefeitura, mas alguma providência tem que ser tomada. Afinal, quem perde é a cidade e não meia dúzia de burocratas.

Destruição & Inércia

São Cristovão e Guarany são bairros que sofreram demais com as aberrações urbanas do período de governo dos “sheiks do petróleo”, especialmente Alair Corrêa. O “velho morubixaba” quebrou tudo e não terminou nenhuma obra. Marquinhos Mendes e Adriano Moreno completaram a destruição pela inércia.

Marquinhos: bloqueado e interditado

Marquinhos Mendes tenta se manter vivo politicamente com a “fake news”, que será candidato a prefeito de Cabo Frio. Seus caminhos jurídicos estão bloqueados e interditados. Politicamente, o seu grupo começa a desmanchar, dividindo-se entre diversas candidaturas.

“Empurrando com a barriga”

Segundo pessoas muito ligadas ao ex-prefeito, Marquinhos, está “empurrando com a barriga” a decisão e deixa possíveis candidatos em suspense. Pode ser sua mulher Kamila, o presidente da câmara Luis Geraldo, o vereador Aquiles Barreto ou até mesmo apoiar a reeleição de Adriano Moreno.

Tem perdão?

O que dificulta a alternativa de apoiar a reeleição de Adriano é que Marquinhos Mendes sabe que foi o grupo do prefeito aliado aos vereadores do deputado Sérgio Azevedo, que contribuiu para a sua interdição político-eleitoral. O ex-prefeito costuma não perdoar, o que considera traição.

Conversas com os excluídos

O ex-prefeito José Bonifácio tem conversado com os mais diversos segmentos da política cabofriense, inclusive alguns nomes que foram importantes na articulação da campanha de Adriano. São figuras que foram excluídas do governo, no processo de ascensão de Antônio Carlos Vieira e Sérgio Ribamar.

A exclusão e o desgaste

O processo de exclusão desse grupo, que articulou a campanha, tem gerado grande desgaste para o prefeito e sua “troupe” da República do Edifício Lila, mais conhecido na cidade como Edifício das Professoras. Como sempre disse o querido Vovô Bibiu, o “Mago do Obelisco”: muita água ainda vai passar nas pedras sob a Ponte Feliciano Sodré.

Evangelos é o novo presidente do Conselho de Patrimônio

O Conselho Municipal de Patrimônio Cultural realizou na tarde de ontem, 15 horas, de terça-feira, reunião para eleger seu novo presidente. O eleito foi Evangelos Pagallidis, com 4 votos, superando o engenheiro Luciano Silveira, que obteve 2 votos. Dos 11 membros compareceram e votaram 6 conselheiros.