MERITOCRACIA – Mardônio Gomes de Lima.

Estamos bem próximos de sermos julgados pelos blocos econômicos aos quais fazemos parte pela meritocracia de nossas ações diplomáticas e nossas posturas frente a crimes históricos contra os Direitos Humanos. O Brasil assinou recentemente um acordo com a União Européia que está sob apreciação do Parlamento Europeu.

Um dos países mais influentes para a validação desse acordo é a Alemanha que passou os últimos 75 anos tentando corrigir as sequelas do terror do Holocausto. Áustria, Hungria, França, Espanha, Portugal, dentre outros, condenam práticas e posturas de países favoráveis a ditaduras e práticas de desrespeito à vida e aos tratados aos quais são signatários.

O Brasil está seguindo um caminho muito perigoso quando faz apologia heróica aos crimes cometidos na ditadura militar. Nem a Argentina aceita mais qualquer um que queira ressuscitar os anos de chumbo.

Na contramão de tudo isso, o presidente brasileiro pediu em março deste ano que se celebrasse o 31 de Março de 1964. Ele segue declarando-se um adorador de torturadores e genocidas do regime militar, e agora decide usar de seu posto presidencial para atacar familiares de pessoas desaparecidas na ditadura como se flertasse com a morte alheia como objeto de prazer e deboche.

O único chefe de Estado que o elogia é Donald Trump. Não seria por menos uma vez que o Brasil está em Black Friday para o capital especulatório estadunidense como jamais esteve. Nunca foi tão barato comprar o Brasil!!!

Ariano Suassuna uma vez disse que preferia um Brasil de primeira a um Estados Unidos de segunda.

Eu vejo que esse caminho torpe e perigoso ao qual o país está sendo conduzido, levará nossa sociedade a não só um caos social, mas a um estado político-econômico irreparável.

O fato é que, por mérito, regrediremos 35 anos ao invés de avançarmos 20. Minha esperança nas instituições ainda é a única coisa que me move, pois apesar de tudo, ainda acredito na nossa democracia.

Nunca tive medo de mitos e ídolos, mas sim de onde a mitologia e a idolatria podem nos levar.

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