QUEM TEM FILHO BARBADO É CAMARÃO!

Desemprego e subemprego.

O desemprego e o subemprego são marcas do inchaço de Cabo Frio nos anos dos royalties do petróleo. O número de carrocinhas e camelôs espalhados pela cidade é imenso. Em alguns trechos da Praça Porto Rocha atravessar a rua e alcançar à calçada é uma proeza: as carroças de milho, churros, pipoca e outros badulaques, bloqueiam as calçadas e o acesso dos pedestres.

Ordenamento X Bagunça

O último prefeito que prometeu ordenar a cidade foi Alair Corrêa. A promessa foi completamente esquecida, praticamente no dia seguinte à posse: a bagunça aumentou. O “velho morubixaba” tratou então de “agasalhar” seus principais “cabos eleitorais” e a sua numerosa “parentada”. A cidade? Permaneceu na bagunça de sempre e continua até os dias de hoje.

A “cara de paisagem”.

Por último esperava-se que o “homem que abominava a política” desse um jeito no caos urbano de Cabo Frio. O rapaz com “cara de paisagem”, emérito discípulo do Edifício das Professoras (Tia Lila deve estar rolando) mostrou, que adora uma politicagem e incapaz na gestão pública. Para sobreviver foi obrigado a entregar a cidade aos grupos que a tem governado há pelo menos 20 anos.

Cadê as auditorias?

Não custa nada perguntar, afinal o distinto público merece explicação e consideração: qual o resultado das inúmeras auditorias internas anunciadas pelo prefeito Adriano Moreno, especialmente a da Comsercaf? Teve coragem de fazer ou foi papo furado? Auditorias independentes foram descartadas, consideradas caras pelo governo. Não teriam elas credibilidade?

Adriano tirou a máscara.

Adriano Moreno disse que era o homem puro da política e que chegaria a prefeitura para mudar completamente a forma de administrar a cidade. A idéia, segundo o prefeito e os seus, premiar a competência, o apuro técnico e o combate as práticas corruptas. Adriano assumiu e passado um ano entregou outro perfil, perfeitamente acomodado a toda sorte de situações que antes criticava com veemência: retornou ao passado.

O “novo” ou o “velho” Adriano.

Por outro lado, o prefeito, que antes encarnava o personagem tímido, quase jeca, sem graça, hoje mudou. Adriano Moreno discursa, diz bobagens aqui e ali (todos dizem), abraça, cumprimenta e incorpora os antigos adversários aos “amigos desde criancinhas” (sem a gracinha do “velho morubixaba”). É o “novo-velho” Adriano! Como vai ficar depois do próximo “liquidificador eleitoral”.

Quem tem filho barbado é camarão.

Com exceção de Antônio Carlos Vieira, blindado pelo governo e de Sérgio Ribamar, que cada vez ganha mais espaço na prefeitura, Adriano Moreno deixou muita gente ao sol e a chuva, na beira da estrada de chão (no sol, a poeira, na chuva, a lama). As reclamações da ingratidão do prefeito correm por toda a cidade, mas parece que o médico ortopedista, que ficou conhecido pelo bom trato aos pacientes, banca o seguinte lema: “quem tem filho barbado é camarão”.

O confronto continua?

O grupo que realizou o “Ocupa Charitas” continua vivo e fazendo oposição ao governo Adriano Moreno e ao secretário de cultura Milton Alencar Jr. Por outro lado, vários segmentos do Movimento Negro declararam apoio ao secretário. Resta saber quanto tempo vai durar esse choque político/ideológico, na área de cultura: parece que muita água ainda tem que passar sob a Ponte Feliciano Sodré.

As diferenças são muitas.

Os grupos da área de Cultura dificilmente deixarão de estar envolvidos com a política partidária, que vai caracterizar o próximo ano, 2020, com as eleições para prefeito e para a câmara de vereadores. Por essas e outras que não serão fáceis movimentos de aproximação, nos próximos meses. Embora os dois grupos sejam teoricamente progressistas, não são homogêneos, e tem anos luz de diferenças políticas.

A polêmica continua.

Segundo um atento observador e participante dos movimentos ligados a cultura da cidade, o Prêmio Luiza Mahin não se coloca contra a SAL (Sociedade de Artistas Livres), porque o evento já estava sendo produzido antes. O leitor continua:

“A SAL nem tem preto de frente, porque eles nem gostam”.

“Acho um tipo de oposição falsa”.

  • O blog esclarece que deu a sua interpretação ao ato, que considerou político.
Compartilhe:
RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *