O GOVERNO PERCEBEU O TSUNAMI E REAGIU.

Reunião vazia.

Na reunião de quinta-feira, 25, entre o Ministério Público do Estado (MPE-RJ), a prefeitura de Cabo Frio e os sindicatos (Sindicaf, Sindsaúde, AFM e o Sepe Lagos) dos servidores, resultou em muito pouco ou quase nada para os trabalhadores.

Antecipação programada.

De concreto mesmo, na reunião, só o compromisso do governo de Adriano Moreno em antecipar o calendário a cada mês, mas sem a obrigatoriedade de respeitar a data limite estabelecida pela LOM (Lei Orgânica Municipal): 5º dia útil. Talvez em 2020, finalmente chegue à data estabelecida em lei.

Nem o mês de julho se salvou.

Até mesmo a totalidade do pagamento do mês de julho ficou com a data de conclusão para o dia de 18 de agosto, ou seja, onze dias depois da data limite (7 de agosto) estabelecida pela LOM (Lei Orgânica Municipal). O governo de Adriano Moreno continua sem pagar em dia o salário dos seus servidores.

Aprendendo a governar?

Como governar com tranqüilidade política sem pagar em dia os salários dos servidores municipais? É uma boa pergunta, que, Adriano Moreno e seu parceiro Antônio Carlos Vieira, unidos também pelo Democratas, estão procurando responder. Para uma dupla neófita em política é um bom aprendizado.

Urgência? Base sólida!

Caso o governo continue sem pagar salários em dia à pressão sobre o legislativo será muito grande: tudo desaba sobre a câmara, que é a “válvula de escape” do processo. Para o governo administrar em meio a esse “caos político” vai precisar de uma base bastante sólida, caso contrário, naufraga de crise em crise.

O governo percebeu o tsunami e reagiu.

Não há dúvida que o grupo de Adriano Moreno percebeu o tsunami, que está se formando e se mexeu para garantir a continuidade do governo. Colocou na Fazenda, quem entende de dinheiro público, Clésio Guimarães, mas blindou o ex-secretário, Antônio Carlos Vieira, colocando-o, com poder, na secretaria de assuntos institucionais, tirando de cena o “pivô” da crise com a dupla Leitão/Denize Alvarenga.

O governo percebeu o tsunami e reagiu 2.

Nessa fase delicada será fundamental para o governo a habilidade de Clésio Guimarães na negociação com os credores, os sindicatos, mas tudo ficará flutuando sem destino caso o governo não cultive e até “mime” sua bancada no legislativo. Não é por acaso que Miguel Alencar está na secretaria de governo e Nenel do Jardim Esperança vote “direitinho”.

Na “dança das cadeiras” alguns ficaram em pé.

Nessa “dança das cadeiras” ficaram “em pé” e “sem função” muitos dos companheiros de primeira hora desse governo, que assumiu dizendo que iria fazer “tabula rasa”, na política cabofriense e reiniciar como uma “folha de papel em branco”: é um processo dolorido para quem dele participa, mas absolutamente previsível. Não existe na vida e muito menos na política.

Profissionais X Fraldinhas

Os “fraldinhas” ou “dentes de leite” foram engolidos pela “realpolitik”, termo usado na diplomacia internacional, em especial na Alemanha, para definir a “política real”, aquela que pratica no dia a dia, talvez até a da chamada “sobrevivência”: nada tem a ver com o moralismo de boa parte das camadas médias urbanas, de alma udenista, gente que até pensa ser de esquerda.

Quem ficou no acostamento.

Quem, no governo, não percebeu e/ou avaliou de maneira incorreta as mudanças, que estavam acontecendo acabou ficando a margem do processo: alguns esperneando, o que é um direito democrático, que deve ser respeitado pelos “vencedores”, outros calados, aprendendo para lá na frente, caso apareça oportunidade, dar o troco.

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