FICOU PRO CARITÓ

Na tradição nordestina quando uma jovem ou rapaz não consegue casar, se diz que “ficou pro caritó”. Pouco diferente do “sul maravilha”, que apoquentava a cabeça de quem “ficou pra titia ou titio”.

O prefeito de Cabo Frio, Adriano Moreno, iniciou um romance bem sucedido com a população. Ora, o povo levou-o ao altar para a celebração antecipada das bodas, anunciadas pelos arautos como tempos de paz e prosperidade.

Esta chegada ao Éden não se consumou. O governo não conseguiu engrenar, os mecanismos emperraram e peças antes prometidas como intocáveis, foram sumariamente substituídas, algumas após grande desgaste, outras, sem qualquer aviso prévio.

A quebra da expectativa da população, que já se imaginava caminhando para outro patamar civilizatório, gerou uma frustração nunca antes vista na cidade. O “salvador da pátria” se revelou incompetente para salvar não apenas a “pátria”, mas o seu próprio governo.

As bodas, portanto, nunca chegaram a ser transformadas em lua de mel: ficaram pelo meio do caminho, deixando a população com lágrimas nos olhos e com aquele traço de fel, na boca.

Adriano Moreno ficou pro caritó.

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