Um dos pioneiros do Movimento Negro, Manoel Justino escreveu um texto sobre a saída da escritora e memorialista Meri Damaceno da secretaria municipal de cultura de Cabo Frio.

Meri perdeu a oportunidade de deixar a secretaria realmente de forma triunfante, com o movimento de ontem no Charitas, quando ela declarou que o prefeito Adriano, não tinha culpa do que ela e seus adeptos chamaram de golpe, atribuindo ao vereadores a sua exoneração: ora, uma contradição, sabemos que nomear e exonerar, é uma prerrogativa do chefe do executivo.

Uma demonstração de que ela, não estava preparada para um ambiente político, comum na maquina administrativa. Aliás, embora bem intencionada, esse foi um dos seus erros, que a fez fazer uma gestão, de restringir o diálogo a apenas a um determinado grupo da classe artística. Ao Movimento Negro foi negado o diálogo, embora tenhamos tido com ela um comportamento de respeito. Nos opomos apenas, a dois momentos pontuais a sua gestão. Quando descordamos da condução da Semana Teixeira e Sousa, e quando a secretária confundiu o ritual das religiões de matriz africana, com a defesa de animais domésticos. Fora isso, respeitamos a sua trajetória de Memorialista da cidade.

Todo mundo sabe que foi oferecido a ela, a opção de permanecer em área do governo, inclusive dando a ela o direito de escolha. Ela vai aceitar? Vai permanecer? Quando ela isentou Adriano, é possível que todos sejam surpreendidos com a permanência.

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