“COMENDO O PÃO QUE O DIABO AMASSOU”

Cabo Frio, os cabofrienses e aqueles que escolheram e foram escolhidos para viverem nessa terra, tem “comido o pão que o diabo amassou”.

Não é uma frase de “propriedade” de Vovô Bibiu, mas daqueles ditos populares, que ele guardava a tiracolo e sacava quando a situação apertava. Muitas vezes mandava o filho mais velho, no “Jacá de Osório” vender laranja “seleta”, na feira do Itajuru, atrás do “faz-me rir”.

Vovô Bibiu viu o Canal do Itajuru de água clarinha e deu a sorte de não ver a cidade inchando sem que nenhuma política pública a ordenasse. Os resultados da bagunça e da incúria estão aí a atormentar a população.

A cidade, por incrível que possa parecer, tem “hora do rush”, tiroteios quase diários, que impedem ônibus de circularem, fecha estabelecimentos comerciais, postos de saúde e escolas. Dias em que Cabo Frio se assemelha a capital em miniatura.

Como não tem política pública para ordenar o crescimento urbano, também não tem para habitação e emprego, multiplicando-se as favelas, sem saneamento e com equipamentos urbanos precários, quando existem.

O pior é que as pessoas estão se acostumando a essa rotina, que torna Cabo Frio “culturalmente” integrada à zona metropolitana do Rio de Janeiro.

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