OS “RAIVOSOS”, OS “LEÕES SEM DENTES” E OS “NEGOCIADORES”

O governo de Adriano Moreno está seguindo a cartilha da “velha política”, que em campanha, tanto condenou?

Continua o troca-troca no secretariado, na busca de se afinar com os vereadores, tanto da base, quanto àqueles que fazem oposição, os “leões sem dentes”.

É a turma que rosna, até ruge, mas não morde, por falta de vontade e da velha e boa dentadura, que os íntimos chamam de perereca.

Por inexperiência ou arrogância o governo acabou por perceber na prática, depois de ter perdido muito tempo, que não existe velha ou nova política, simplesmente política e que sem ela não se governa.

Caso fossem mais habituados a leitura, os extremistas raivosos que fizeram a campanha de Adriano Moreno, acostumados apenas aos “best sellers”, de fácil ‘degustação’, teriam, com antecedência, na bagagem, os instrumentos e argumentos para a negociação.

Negociação não pode ser confundida com negociata e para que funcione e dê frutos tem que ser realizada com os interlocutores corretos.

Homens como Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e Ulisses Guimarães, de grande estatura dentro da política brasileira, faziam da grandeza na negociação política, um mantra.

Não se pode exigir de Adriano Moreno e Antônio Carlos Vieira esse entendimento conceitual da política: precisam ainda de muita estrada, vontade de aprender e perceber que a sabedoria está na capacidade de perceber e entender os outros e seus múltiplos cenários.

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