PEQUENAS DOSES

  • Em todos os cantos de Cabo Frio não se fala em outra coisa: a exoneração de centenas de comissionados. Quem comprou carro à prestação e encomendou móveis novos pra sala de jantar, não cabe em si de preocupação.
  • Como a readmissão será pontual já começou a romaria nos gabinetes dos vereadores da base do governo. Outro ponto de visitação para o tradicional “beija mão” é a secretaria de fazenda, logo ali na Rua Major Bellegard.
  • Há algumas semanas, não se sabe exatamente a razão, o ambiente na câmara é festivo. Os gabinetes dos vereadores da base do governo estão mais alegres e pontualmente os mais procurados. Deve ser a decoração do ambiente.
  • Alguns chamam de “1º Ministro”, outros de  “Havengar de Adriano”. Independente do apelido, o secretário de fazenda demonstrou prestígio: conseguiu interromper a fala do prefeito e acintosamente mudou de assunto.
  • A “coletiva de imprensa” deixou clara, mais uma vez, a inexperiência política dos membros do governo. Tanto o prefeito, como o “1º ministro” e os outros secretários bateram cabeça todo o tempo. Em termos políticos, o anúncio da reforma administrativa foi um desastre.
  • O certo é que com apenas dez meses de governo, o prefeito Adriano Moreno e o seu grupo enfrentam sério desgaste político. O mandato é curto e as trapalhadas o tornaram ainda menor.
  • As dificuldades do governo são muito grandes e a administração não conseguiu justificar tanta ansiedade para chegar ao poder. A agressividade mostrada nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2018 não foi transformada em ações que se refletissem de maneira positiva junto à sociedade.
  • A prefeitura de Adriano Moreno frustrou grande parte dos seus companheiros de campanha: muitos já se viam antecipadamente sentados nas macias e generosas poltronas do Palácio Tiradentes. A maioria, entretanto ficou zanzando na praça em frente da prefeitura.
  • Hoje essa turma, com raríssimas e honrosas exceções, esculhamba o prefeito e sua equipe em todas as esquinas da cidade. Afinal, o “faz-me rir”, isto é, o “caraminguá” não chegou ao bolso.
  • Interessante é que de um modo geral essa gente votou em Bolsonaro, Witzel e Adriano, contra a corrupção e a favor da moral e dos bons costumes. A revolta contra Adriano Moreno não por nenhuma dessas nobres causas, digamos assim, mas pelo não recebimento das “portarias” ambicionadas.
  • O grupo do PSL, na Região dos Lagos, foi obrigado a “baixar a bola” após a acachapante derrota, em Iguaba. A vitória de Vantoil Martins contrariou o esquema bolsonarista, que considerava a vitória como “favas contadas”.
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