PEQUENAS DOSES

O núcleo duro do Palácio Tiradentes ficou bastante satisfeito com a enfática defesa do seu governo feita pelo prefeito Adriano Moreno. O grupo acredita que a atuação do prefeito no Programa Sidnei Marinho representa um “divisor de águas” na administração.

A extrema direita, bem que se esforçou. Chamou gente de São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Cabo Frio e mesmo assim não conseguiu mais de 30 pessoas para uma rápida caminhada, que não durou meia hora, na orla da Praia do Forte. Recolheram as traquitanas, entraram nos carros e deram o fora.

Ninguém quis se misturar aos extremistas: empresários, profissionais liberais, líderes sindicais e religiosos. Todos caíram fora da tal passeata, envergonhados pelo fiasco que estavam representando. Nem mesmo o padre que fez gesto de armas na véspera da eleição deu as caras.

Há alguns anos, no auge da moda do “fio dental” um grupo religioso fez uma “passeata contra a indecência”, caminhando pela Avenida 13 de Novembro, em direção a Praia do Forte. Deu ruim: as adolescentes que participavam da passeata ficaram deslumbradas e trocaram a “asa delta” e os “maiôs” pelo “fio dental”.

A Prolagos anuncia que professores da UFF estão realizando estudos sobre a hidrodinâmica da Lagoa de Araruama. Sempre que a opinião pública alteia a voz contra a degradação da lagoa a concessionária apresenta alguma coisa para calar os críticos

A Prolagos adora dizer que cumpre o contrato e fornece água para quase toda a região. Não diz que não tem a mesma eficiência para tratar o esgoto (que é mais caro). Daí, o famigerado sistema de tratamento a tempo seco.

A crescente ocupação urbana desordenada, a inexistência de rede separadora para recebimento do esgoto fora do sistema de águas pluviais e o desastroso sistema de tratamento a tempo seco destroem a Lagoa de Araruama.

O problema de degradação da Lagoa de Araruama parece não sensibilizar a empresa e muito menos as autoridades enquanto se agrava, atingindo a população pobre e os pescadores da Praia do Siqueira.

Ao se estender, de maneira grave, a Praia do Forte, cartão postal de Cabo Frio, será que finalmente as autoridades e a sociedade se mobilizarão para conter a destruição da cidade?

Da mesma forma que no Nordeste existe a indústria da seca, na Região dos Lagos existe a indústria da poluição da Lagoa de Araruama. Muitos “técnicos” vivem de mil projetos para salvar a lagoa: estão nessa há anos. Política pública mesmo que é bom, nada!

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