ADRIANO, O BREVE?

O fim da gestão da dupla Leitão/Alvarenga na secretaria municipal de educação pode ser considerado quase uma tragédia para setores da esquerda. Sentimento bem diferente dos que navegam entorno da liderança de Marquinhos Mendes, alguns já encastelados em postos chave do Governo Adriano Moreno.

A maior parcela defende com “unhas e dentes” o ‘establishment’ que dá cor e sentido as suas vidas e para os mais espertos a sobrevivência e até mesmo a prosperidade, no sentido mais amplo do termo.

Ora, a eleição do médico ortopedista Adriano Moreno, foi “fora de série” ou “ponto fora da curva” e nesse sentido representou um abalo do ‘establishment’ político de Cabo Frio. Os abalos sísmicos, porém, limitaram-se ao processo eleitoral.

O governo esqueceu que o tempo é curto e no seu caso, curtíssimo. Paralisado pelas contradições internas a administração não anda. Os problemas de gestão, de uma cidade esquálida por mais de duas décadas de exploração impune, se acumulam e se multiplicam.

O passar de olhos pelo quadro político da administração municipal percebe-se que as áreas mais conservadoras, que tinham peso no governo, agora são claramente hegemônicas.

De que maneira esse domínio vai se expressar no dia a dia da cidade? Os conservadores conseguirão destravar a administração? Governarão para quem? Quais as parcelas da sociedade mais beneficiadas?

As respostas a essas indagações não são tão simples, mas definirão a maneira como o prefeito e o seu governo serão lembrados.

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