A NOVELA!

O arrendamento do Hospital da Unilagos para ser unidade de tratamento da epidemia de covid-19 transformou-se em novela e daquelas intermináveis. É mais um episódio a se somar ao dos ventiladores sucateados. Com a palavra o secretário de ciência e tecnologia, Sérgio L. Azevedo. Qual a história de hoje?

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O ACORDO!

O acordo entre os neopentecostais radicais e a extrema direita católica revelou-se no eixo Rio-São Paulo: Cláudio Castro no Rio e Ricardo Nunes, em São Paulo pertencem a mesma cepa política. O falecido prefeito de São Paulo, entretanto, era um social-democrata.

Interesses complexos

O governo de José Bonifácio (PDT), em Cabo Frio, busca o saneamento financeiro e administrativo do município, mas a extensa coligação não favorece esse empenho. São muitos interesses políticos envolvidos, que começam a aflorar mesmo antes dos seis meses de “namoro”.

Caminhos para a Alerj

O ex-deputado estadual Janio Mendes (PDT) colou no prefeito José Bonifácio (PDT) e politicamente é o nome que aparece na mídia como candidato a Assembleia Legislativa. Resta saber se o prefeito vai conseguir manter o grupo unificado e ter a iniciativa política na Região dos Lagos.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Marcos Antônio de Paula (*)

No romance de sci-fi Duna, há uma casta chamada Mentat. Pessoas geneticamente selecionadas para desenvolverem um raciocínio privilegiado e substituírem os computadores.

Tudo isso porque a história narrada se passa numa época após a superação de uma guerra contra inteligências artificiais. As civilizações sobreviventes teriam decidido que computadores não eram confiáveis.

Quem quiser saber como uma civilização avançada o suficiente para promover viagens espaciais consegue fazê-lo sem o uso de computadores, terá que ler os livros. Aliás, os recomendo mesmo a quem não curte ficção científica.

Computadores e máquinas inteligentes em geral que se voltam contra seus criadores são tema frequente em filmes e livros de ficção científica.

Do que me lembro, a primeira foi a sonda Nomad, de Star Trek. Depois veio Hal , célebre em 2001 Uma Odisseia no Espaço. Tivemos o andróide Arnold Swarznenegger T800 em O Exterminador do Futuro, que mistura este tema com outro igualmente comum, as viagens no tempo. Finalmente Matrix, que deveria ter ficado apenas no primeiro filme. Isso para ficar nos mais conhecidos.

A desconfiança em relação a máquinas e sistemas informatizados também frequenta o mundo real.

Quem acha que é bobagem, pode perguntar aos metalúrgicos e aos bancários que continuam perdendo a concorrência para robôs e algoritmos cada vez mais baratos e rápidos. Operadores de call-centers, nem se fala. A lista só aumenta e já chegou nas atividades agrícolas, que tradicionalmente empregavam farta mão-de-obra humana.

E, por favor, sem cair na falácia de que novos empregos qualificados serão criados para cada operário demitido por uma máquina.

Quem não estiver lendo essas linhas em papel de verdade, pode ter a certeza de que passou por algum algoritmo que buscou incansavelmente saber quem você é, o que pensa, o que gosta, onde vai, com quem fala, para onde olhou, o que comprou, o que disse…

Se estiver apenas caminhando, fique esperto porque as modernas gerações de câmeras (sorria, você está sendo filmado) tornaram as teletelas de 1984 coisas do passado. Nossos cobiçados smartphones já fazem um trabalho de vigilância do cidadão muito superior a qualquer teletela imaginada por George Orwell.

Se decidiu comprar alguma coisinha e passou no cartão, posso lhe dizer que as operadoras de cartão sabem mais de seus gostos e hábitos do que qualquer consumidor desejaria saber de si mesmo.

Aliás, cabe aqui a recomendação do ótimo filme de ação “O inimigo do Estado”, com Will Smith. De 1998, já dava um gostinho do quanto a nossa privacidade vem sendo rifada. O filme de Smith é inspirado em “A Conversação”, de 1974, com Gene Hackman. Vale conferir. (Hackman é sempre garantia de que você não vai perder seu tempo).

Toda essa tecnologia que inunda nosso dia a dia mal chegou aos 50 anos. Uma fração mínima da nossa história.

Hoje há clara vontade humana sobre o que realizam as máquinas e códigos computacionais. A tecnologia é apenas um amplificador. O que já é o suficiente para influenciar o que fazemos, compramos, dizemos, o candidato que elegemos.

Os robôs da vida real não servem a imperadores ou governos distópicos, como em muitos livros e filmes. Se dobram apenas ao grande deus mercado. E este servirá, alegremente, ao melhor pagador.

Quem saberá o que o amanhã cibernético nos reserva.

O desenvolvimento de inteligência artificial é tema tão relevante que até o Vaticano já se manifestou a respeito. “The Call for AI Ethics” (www.romecall.org) pede uma abordagem ética no uso de algoritmos. “A humanidade usa a tecnologia e não vice-versa, para que não se torne uma “ditadura do algoritmo “”.

Tenho certeza que nem o papa nem seus cardeais mais próximos se impressionam com literatura de ficção científica. Nenhum deles deve saber o que é um Mentat.

Um pouco além das questões religiosas, talvez fosse prudente compartilharmos esse mesmo olhar desconfiado sobre as facilidades tecnológicas a que docilmente nos entregamos

(*) Marcos Antônio de Paula – Ciências Contábeis/UFF.

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BREVE REFLEXÃO SOBRE A DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA

Cláudio Leitão (*)

O exame da evolução da dívida pública brasileira desde os tempos coloniais até os dias atuais nos permite concluir que o endividamento jamais esteve a serviço do desenvolvimento do país e da garantia de direitos sociais da população, através de investimentos em políticas públicas essenciais. As duas únicas exceções foram num curto período do governo Vargas, após o Golpe de 30, com uma auditoria que proporcionou uma economia no serviço da dívida e permitiu investimentos na indústria de base e no período da ditadura civil militar, durante o chamado “milagre brasileiro”, onde o endividamento externo financiou o projeto de desenvolvimento dos militares, alavancando o PIB brasileiro.

Entretanto, em ambas as situações este crescimento da economia não significou distribuição de renda com melhorias salariais e serviços públicos adequados para a população. Foi uma ferramenta que estimulou a concentração de riqueza e renda nas mãos de poucos. O endividamento beneficiou uma elite empresarial num primeiro momento e desde a década de 90, com o enfoque neoliberal da “financeirização” da dívida e o seu crescimento de forma exponencial, carreou enormes privilégios para o sistema financeiro nacional e internacional.

A dinâmica de crescimento da dívida pública após a década de 90 atendeu a dois condicionamentos: um de natureza interna e outro de ordem externa.  O condicionamento interno é representado pelo ritmo de crescimento da dívida, resultado das mais altas taxas de juros do mundo e pela emissão de novas dívidas para pagar dívidas antigas. O condicionamento externo está ligado à imposição da adoção das políticas econômicas neoliberais e seus ajustes ortodoxos de políticas fiscais e monetárias, de acordo com o corolário sugerido pelo FMI e Banco Mundial, visando reduzir déficits orçamentários, mesmo à custa de redução dos investimentos em áreas sociais. Isso é um fator de interferência e ataque a soberania nacional.

Foram questões decisivas que fizeram com que a administração do sistema da dívida pública sempre privilegiasse os interesses dos credores que constantemente se viram no direito de impor suas posições frente a um Estado fragilizado financeira e institucionalmente. As análises das execuções orçamentárias nestes períodos mostram que o pagamento de juros e amortizações, além da rolagem da dívida, comprometeram em média de 40% a 47% do Orçamento Geral da União. Por outro lado, foi possível ser observado as baixas destinações orçamentárias para as mais diversas áreas sociais, com percentuais que giravam de inacreditáveis 0,01%, como no caso da habitação, a 4% na área da saúde. São montantes que não atendem as demandas sempre crescentes de serviços públicos para atendimento à população, que se vê diante de um quadro dramático e que tende ao agravamento no futuro.

Vivemos um enorme paradoxo sob o ponto de vista econômico. O Brasil é um país rico, hoje, é a 11° economia do mundo, já fomos a 6º durante boa parte do governo Lula, mas a pontualidade no pagamento da dívida pública provoca enorme atraso e descaso com a dívida social. Este modelo econômico tem um caráter concentrador de renda e torna o país um dos mais desiguais do planeta. É quase inacreditável aceitar, dada a grandeza dos números, que FHC “entregou” uma dívida interna para Lula da ordem de 654 bilhões de reais e após 14 anos de governo do PT, do próprio Lula e sua sucessora Dilma Rousseff, a dívida tenha alcançado uma de magnitude de 3,8 trilhões de reais. Com Temer e os dois anos de Bolsonaro, e impulsionada um pouco pela pandemia, a dívida já supera a casa dos 5 trilhões de reais, apesar dos escorchantes pagamentos de juros e amortizações realizados durante todo este período.

Para continuar alimentando o sistema da dívida pública, o governo através de escolhas políticas em sintonia com a elite financeira nacional e internacional, presente nos altos escalões da República através de seus representantes, sacrifica o povo com uma pesada carga tributária, operando um modelo regressivo que taxa o consumo com enorme voracidade e poupa de uma tributação mais justa e equitativa o grande capital e o patrimônio. Outro marco importante do endividamento brasileiro é o privilégio tributário dispensado ao sistema financeiro, principais credores da dívida pública, com as reduções de alíquotas de impostos, taxas e contribuições, sendo a isenção de imposto de renda na compra de títulos da dívida interna, o mais escandaloso deles.

O comprometimento da arrecadação com os juros e amortizações da dívida impede o retorno adequado de bens, investimentos e serviços públicos, além de rifar o patrimônio público com privatizações e concessões sem transparência. O tema da dívida não é debatido em nível nacional da forma que deveria, tendo em vista a sua importância e a forma que afeta a vida do cidadão brasileiro. Isso tem um caráter proposital para esconder da população os valores estratosféricos desta transferência de recursos públicos para o grande capital nacional e transnacional.

Quando o tema é tratado na mídia nacional, o mesmo é discutido numa linguagem excessivamente técnica, que dificulta a compreensão da grande maioria do povo brasileiro, com a presença de economistas de viés neoliberal, representantes diretos ou indiretos do próprio sistema financeiro, o grande beneficiário do endividamento brasileiro. Vozes que tem uma visão mais crítica e dissonante, que debatem o tema sobre o prisma da negação dos direitos sociais, face aos enormes encargos financeiros da dívida, tem extrema dificuldade de atingir a grande mídia, ficando relegados a segmentos específicos da sociedade civil organizada. Por este conjunto de razões que se faz necessário cumprir o preceito constitucional que prevê uma auditoria integral no sistema da dívida do país para dar transparência e conhecimento à população destes volumosos recursos que estão sendo pagos a título de serviço da dívida pública.

Nós estamos diante de um monstro que controla o poder financeiro e o poder político com esquemas fraudulentos. É muito grave isso. Eu diria que a dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado.

Maria Lucia Fattorelli

(*) Claudio Leitão é economista e professor de história.

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VIDA

Ângela Maria Sampaio de Souza.

Hoje estamos descobrindo que beijar, abraçar, conversar com pessoas, amigos é a melhor coisa do mundo.

Um dia percebemos que as melhores coisas são as mais simples.

Todos nós temos defeitos e ficar irritados algumas vezes não podemos evitar, mas temos também que ter coragem de ouvir um “não” e ter segurança para receber uma crítica mesmo injusta.

Existe somente uma idade para gente viver a vida e ser feliz, por isso não podemos deixar passar.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, o que passou não voltará, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará, não podemos ser eternamente meninos, adolescentes, adultos.

As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora deixando boas recordações.

Desfazer de certas lembranças da vida significa abrir espaço para que outras melhores tomem o seu lugar.

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que a vida dá uma chance de recomeçar.

Vamos parar de julgar a vida dos outros, não compare sua vida com a de alguém. É preciso viver cada minuto porque ali podemos encontrar uma saída correta para decisões que tomaremos.

Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, sempre estamos em processo de mudança.

Viver a vida, ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e crises.

Viver é agradecer a Deus a cada dia pelo milagre da VIDA.

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é Professora.

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DOIS CONTOS DE AREIA – Rafael Alvarenga.

Chegaram! DOIS CONTOS DE AREIA.

Para adquirir o seu DOIS CONTOS DE AREIA entre em contato com o autor @alvarenga.escritor

(24) 99988-7219

www.facebook.com/rafael.alvarenga5

R$ 32,00 (mais frete – envio módico para todo Brasil R$ 10,00)

São histórias que mostram a política como um elemento vivo e perseverante. Capaz de ferir e interferir nas vidas das pessoas mais diferentes. Não se pode ser alheio a política porque ela determina tanto o precço do pão numa pequena padaria de um vilarejo litorâneo esquecido, quanto a vida de um homem que para sobreviver precisou se esconder, fugir e contrabandear.

..

Obra contemplada pelo Edital Dona Uia, Lei Aldir Blanc 2020, Secretaria de Cultura de Cabo Frio-RJ.

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O IMPACTO ELEITORAL

O secretário adjunto de ciência e tecnologia, Rafael Peçanha (Cidadania), se mantém distante do debate eleitoral desde que abriu mão de sua candidatura a prefeito para apoiar José Bonifácio (PDT). Desde que assumiu a secretaria Rafael constituiu um pequeno, mas articulado grupo de trabalho. O secretário garante que não é candidato a nada. Será?

Impacto eleitoral

Segundo resultados de pesquisas feitas na época, a saída de Rafael Peçanha da disputa eleitoral foi a que mais impactou o resultado final, beneficiando José Bonifácio. Bem maior que Aquiles Barreto, Rui França e Jefferson Vidal, que também abriram mão de suas candidaturas e passaram a integrar o governo.

Foguete desgovernado

O ex-vereador Jefferson Vidal passou pelo governo como foguete desgovernado em época de festa junina. Foi nomeado presidente da poderosa Comsercaf, tendo como vice-presidente e diretor financeiro o engenheiro Heitor Fonseca, amigo pessoal do prefeito José Bonifácio e de sua inteira confiança política. Vidal pouco durou.

Confundiu as bolas

Entre tantas histórias que são contadas em bares, lanchonetes e cafés sobre o ex-vereador Jefferson Vidal é que ele teria confundido Adriano Moreno com José Bonifácio. O ex-vereador ao compor a aliança eleitoral imaginou que José Bonifácio teria o mesmo perfil político-administrativo do ex-prefeito Adriano Moreno.

Chama Tita

Não se sabe se o ex-vereador Vidal começou a cuidar das 90 praças do município. Pelo estado em que as praças se encontram, inteiramente depauperadas, o trabalho ainda não engrenou. Talvez seja necessário chamar a secretária de obras e serviços públicos, Tita Calvet, que por onde passa dá aquela guaribada. O serviço pode não ficar bonito, mas resolve o problema.

O “Noviço”

Apesar de alguns erros aqui e acolá a atuação do secretário municipal de saúde, o “noviço” Felipe Fernandes (PDT) tem sido considerada bastante competente. O secretário tem, ao mesmo tempo, enfrentado a pandemia e desmontado velhos esquemas de gente que considerava a secretaria de saúde quase como extensão da casa.

Pressão

Dois secretários tem sofrido ataques constantes de grupos organizados que perderam espaço político no governo: Flávio Guimarães (Educação) e Felipe Fernandes (Saúde). Dois setores extremamente sensíveis e que mais sofrem pressão nesse período pandêmico. Coincidência? Ambos são jovens, fogem dos esquemas políticos tradicionais e são negros.

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