ADVOGADOS DO AI-5

O Estado Democrático de Direito vem sofrendo seguidas agressões da orda bolsonarista, que, mesmo minoritária tenta de todas as formas minar as instituições do país. É de causar espanto ver como existem advogados que defendem e promovem a causa do bolsonarismo. Devem ser discípulos de Armando Falcão, Alfredo Buzaid e Gama e Silva, esse último elaborou o AI-5.

BOLSONARISTAS SE ESCONDEM

O governo de Adriano Moreno é dos mais impopulares da história de Cabo Frio. A rejeição da opinião pública é percebida em todos os cantos da cidade. Mesmo assim tenta criar a narrativa que todos devem se unir a ele Adriano para combater a possibilidade de ascensão da ultra direita. Ora, ele e seu governo são parte dessa mesma ultra direita. Só se está pretendendo uma revolta contra si mesmo.

SABE AQUELA HISTÓRIA DO FILHO FEIO?

O mesmo discurso tem saído de assessores diretos do deputado Sérgio Luiz Azevedo, do PSL (Bivarista ou Bolsonarista ou do Witzel?), líder do bolsonarismo na Assembleia Legislativa. Esse diz que tenta a união em torno de sua improvável candidatura, cujos níveis de aceitação são muito baixos. O interessante é que ambos se elegeram, na onda bolsonarista e tentam passar o “filho feio” para o colo do outro.

ACORDÃO

Pode acontecer um “acórdão” entre os grupos de Adriano Moreno/Antônio Carlos Vieira (Cati), Sérgio Luiz Azevedo e Mauro Bernardo, tentando impedir uma derrota eleitoral fragorosa, em 2020. Com o recuo político do bolsonarismo esse grande acordo tenta ao menos garantir espaços políticos para 2022.

DILEMA

O populismo de direita e ultra direita vive um dilema: o crescimento se deu com o chamado tsunami bolsonarista, mas este perde força, esmaeceu e pode se transformar em grande fracasso eleitoral, em 2022. Como manter a vitalidade política dentro do quadro de recessão econômica permanente com milhões de desempregados e outros tantos jogados na desesperança da informalidade?

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ESPERNEANDO

O cerco político contra o vice-prefeito Felipe Monteiro está apertando. Como não pode ser demitido, o vice não deixa de espernear. Escolhido companheiro de chapa como saída política emergencial para o então candidato Adriano Moreno, Felipe nunca pertenceu aos quadros políticos hegemônicos do governo. Com a eleição se aproximando está vendo seu espaço político diminuir.

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MANGUEIRA FURADA

Tudo leva a crer que o show de Diogo Nogueira “dançou”. As redes sociais da internet ficaram assanhadíssimas discutindo os pormenores da não realização do evento. Documentos pra cá, burocracia pra lá, nesse imbróglio kafkiano, revelando que a falta de assunto está grande ou a mangueira para apagar incêndios está furada.

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FALTA VIABILIDADE ELEITORAL

O vereador Aquiles Barreto tem trabalhado com intensidade no sentido de viabilizar sua candidatura a prefeito de Cabo Frio. Até o momento, Aquiles não conseguiu o apoio explícito do ex-prefeito Marquinhos Mendes e sem esse apoio sua viabilidade eleitoral, até mesmo para composições de chapa, desaparecem.

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A MOÇA NA BIBLIOTECA – Rafael Alvarenga.

A moça na biblioteca

A moça chega à biblioteca. Tem cabelos compridos e mãos de louça lavada. As unhas não foram destacadas por nenhuma cor sangrenta, assim como o corpo também não fora descortinado por nenhum decote refrescante.

As estantes quase escondem a moça. Mas como a biblioteca não forma nenhum labirinto não há por que ela se perder. Suas digitais correm pelos pés dos livros. Tateiam as numerações dos volumes, todavia seus olhos seguem pelos nomes dos autores. A moça acha os nomes estrangeiros lindíssimos!

O que deseja ler essa moça da qual nada se destaca? Talvez uma ficção para chamar de minha vida!

A moça agora procura algo entre as enciclopédias: o nome da guerra que trouxera seus antepassados, o ano em que inventaram a pílula anticoncepcional ou como funciona a televisão. Quem sabe o cabelo ruivo de seu avó e o fato de ser filha única ainda não se expliquem a tempo.

Ela continua. Passa por uma estante com temas de filosofia e mais outra sobre anatomia. No entanto não se demora ali. Prefere manuais bem objetivos e detesta jornais folhosos.

Para ela a biblioteca está sempre erma. Pois o silêncio alto e a atenção quando distante esvaziam os lugares do lado de fora da cabeça. Assim pensa a moça que tomou um atlas entre as mãos e se sentou para tirar os sapatos. Agora ela se concentra em lembrar-se de sua própria voz. Não consegue. Lembra-se, porém, da voz de seus cantores preferidos. Todos eles cantando lugares que o homem inventa.

Tem muitos sonhos essa moça. E a vida… A vida às vezes ela acha tão pouca…

 Rafael Alvarenga

      13 de novembro de 2019

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HOJE É DIA DELE

Hoje, o Professor Everardo Marques Ferreira (Vevé de Glauco e Landa, de Seu Moringa, de Dona Guilhermina, de Fátima e suas filhas) faz 70 anos, abraçado pela família e inúmeros amigos que fez e continua fazendo ao longo da vida. O aniversário coincide com o Dia de Cabo Frio – 13 de Novembro. A ele e sua família todo o amor do mundo.

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A DIREITA – ENTRE TAPAS E BEIJOS

Dizem que a esquerda só se une na cadeia, mas em Cabo Frio a direita vive entre “tapas e beijos”, com denúncias até mesmo de agressões físicas. Esse tipo de comportamento agressivo sempre existiu na sociedade brasileira, mas foi impulsionado pela onda bolsonarista, que varreu o país, em 2018.

DIREITA CHOROSA

No “senadinho”, junto ao Canal do Itajuru, que a pretensão de certo empresariado chama de “Boulevard Canal” reúne-se a “direita chorosa”. É a turma que lamenta ter feito a campanha de Adriano Moreno e ter levado um “passa fora” do prefeito e de Antônio Carlos Vieira, o Cati.

NOTÍCIAS FALSAS

Cabo Frio está repleto de “pesquisas” ou o nome que se queira dar para promover o interessado que a solicita como se estivesse numa pizzaria. Nesse mar de lama e lodo proliferam enquetes de todos os tipos, em especial aquelas que a extrema direita adoraria que fosse verdade. Afinal, existe todo tipo de notícia falsa por aí.

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TROCA-TROCA CONSERVADOR

O prefeito Adriano Moreno não tem assento permanente. Em menos de dois anos na vida pública passou por três partidos: Partido Progressista (PP), Rede Sustentabilidade e Democratas. O último, sob controle da Família Maia, tem na “linhagem genética” a ARENA e o PFL, refletindo a verdadeira veia política do prefeito.

BAIXO NÍVEL

As fotos do vexame bolsonarista, na Praia do Forte, deram origem a um feio bate-boca, envolvendo todo tipo de bolsominos: bozonalistas, bivaristas e a turma do MBL. Como sempre, virou “briga de rua” e um baixo nível capaz de corar as “pessoas de bem”, que eles dizem defender.

VERGONHA!

Os grupos bolsonaristas, com características neofascistas, são extremamente violentos. Não bastam as notícias falsas, as inúmeras agressões verbais e desbancam para agressões físicas. Além de agredirem a democracia e a liberdade de expressão quase diariamente, estão brigando entre si, tentando aparecer para abocanhar um naco do poder.

CIDADANIA & DEMOCRACIA

O blog tem recebido correspondência e comentários sobre eventos e comportamentos sempre alusivos a vida pessoal. Alguns desses comentários, claramente neofascistas, objetivam desconstruir e ofender. O blog não aceita comentários que afrontem o marco civilizatório de respeito à cidadania e a democracia.

NÃO CONSEGUIU EXPLICAR

O deputado estadual Sérgio Luiz Azevedo bem que tentou, mas não conseguiu explicar a posição do PSL espremido entre os governos de Witzel e Bolsonaro. O líder do PSL, na Assembleia Legislativa enrolou e não destrinchou essa história de oposição fajuta ao governo de Witzel, que está filiado ao PSC.

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AGRESSÕES NA INTERNET

O ex-secretário de educação de Cabo Frio, Cláudio Leitão, se declarou pré-candidato à câmara de vereadores. Talvez por isso, tem sido alvo de toda sorte de ataques nas redes sociais da Internet. Cláudio Leitão garante que na hora certa vai responder a certo grupo minoritário dentro do magistério.

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SEPE LAGOS – CONFLITOS INTERNOS!

Os conflitos internos, de cunho pessoal, têm marcado as assembléias do Sepe Lagos. O governo Adriano/Cati sorri maliciosamente e fica extremamente confortável, porque a direção do sindicato fica a cada dia mais longe de suas bases, a quem deve representar. Atenção! Os professores não podem perder o respeito pelo seu sindicato, afinal, tudo que conquistaram se deve a sua ação.

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O NOIVADO INFELIZ DA AURÉLIA – Mark Twain.

Os fatos que se seguem foram narrados numa carta que me escreveu uma jovem da bela cidade de San José.

Devo esclarecer que não conheço, em absoluto, a signatária do referido documento, que se assina simplesmente Aurélia-Maria – provavelmente um pseudônimo.

A pobre garota tem o coração transtor-nado pelos infortúnios que vem sofrendo. E sente-se tão perturbada pelos conselhos, uns diferentes dos outros, de amigos ignorantes e inimigos insidiosos, que não sabe mais o que fazer mais para se ver livre da teia do destino, na qual parece encontrar-se presa para sempre.

Nervosa, recorre a mim, suplicando-me que lhe dirija os meus conselhos, falando-me com uma eloqüência extraordinária, que tocaria o coração de uma estátua.

Ouçamos a sua triste história.

Aurélia tinha dezesseis anos – diz ela – quando encontrou e amou, com todo o ardor de uma alma apaixonada, um rapaz de New Jersey, chamado Wilhamson Brockinrid-ge Caruthers, quase seis anos mais velho que ela.

Com o consentimento de seus pais, fica-ram noivos, e durante um largo período tudo correu muito bem, como se os noivos estivessem imunizados contra os instantes de desgra-ça que sempre tocam à humanidade.

Um dia, entretanto, a face da realidade transformou-se. O jovem Caruthers caiu de cama com varíola, e da espécie mais virulenta e terrível. Quando ficou bom, tinho o rosto desfigurado, a pele marcada pelas bexigas. Já não era o mesmo, porque a sua beleza desapa-recera para sempre.

Aurélia pensou logo em romper o seu compromisso, mas, por uma questão de piedade para com o infeliz, limitou-se a transferir o casamento para depois, como que dando uma oportunidade ao pobre rapaz.

Acontece que na véspera do casamento, Caruthers, quando acompanhava com os olhos um balão que subia aos céus, caiu, dis-traído, num poço, e quebrou uma perna. Tiveram de amputá-la acima do joelho.

Novamente Aurélia teve a intenção de acabar com o noivado e novamente o amor triunfou. O casamento foi transferido e ela dei-xou que o tempo corresse.

Outra infelicidade aguardava o noivo cai-pora. Caruthers perdeu um braço quando de uma descarga imprevista de um canhão, numa festa cívica. Ainda na convalescença. três me-ses depois, teve o outro esmagado numa pren-sa agrícola.

O coração da pobre Aurélia foi horrivel-mente machucado por essas verdadeiras cala-midades. Era enorme a sua aflição, por ver seu jovem noivo abandoná-la pedaço por pe-daço e imaginar que, com esse sistema de progressiva redação, com pouco nada mais restaria do rapaz. E doía-lhe verificar que nada podia fazer por ele.

Em seu desespero, coitada, como um ne-gociante que teima num negócio e tem pre-juízo regularmente, todos os dias, Aurélia sen-tia um grande e profundo arrependimento por não haver casado logo de início com Caru-thers. antes que ele sofresse tão alarmante de-preciação. Mas, encarando a situação com âni-mo firme, resolveu pôr à prova, ainda uma vez, as lamentáveis disposições do seu noivo.

Foi marcado o dia do casório e de novo turvou-se o céu com as nuvens da desilusão. É que Caruthers caiu doente com um acesso de erisipela e foi então que perdeu um dos olhos.

Os pais e os amigos da moça, tendo em vista que a sua generosa obstinação já excedia os limites normais, novamente intervieram e insistiram para que se considerasse nulo o seu noivado.

Aurélia chegou a hesitar, apesar da sua imensa bondade de sentimentos, porém res-pondeu a todos que, refletindo direito sobre o assunto, verificara que não tinha nenhuma razão de queixa contra o noivo.

Foi transferida a data do casamento, e eis que Caruthers quebra a outra perna.

Para a pobre noiva foi bem triste o dia em que, no hospital. viu os cirurgiões mandarem arrastar para um canto o saco que continha mais uma parte do corpo do seu amado.

Aurélia sentiu uma emoção cruel, perce-bendo que mais um pedaço do homem que iria ser seu esposo ia desaparecer. Sentiu, so-bretudo, que o campo de suas afeições mais puras diminuía a olhos vistos. Contudo, não atendeu aos rogos dos seus, quanto à anulação do seu compromisso, e só fez mesmo transferir o casamento.

Enfim, poucos dias antes da data fixada, aconteceu outra desgraça. Foi o seguinte: du-rante o ano, os índios de Owen River arran-caram o couro cabeludo de um só homem, e este homem foi Wilhiamson Brockiridge Ca-ruthers, de New Jersey.

Ainda assim, o pobre-diabo fez-se trans-portar imediatamente para a casa de sua noiva, o coração transbordante de alegria, embo-ra tivesse perdido os cabelos para sempre. Apesar de todo o seu desgosto, ainda deu graças a Deus por haver-se salvo, mesmo por esse preço exorbitante.

A esta altura, Aurélia está indecisa quanto à atitude que deve tomar. Ainda ama o noivo – é o que ela me escreve em sua carta. O noivo ou o pedaço de noivo que lhe resta. Ama-o de todo o coração, porém sua família se opõe terminantemente ao casamento.

Caruthers é pobre e não pode mais traba-lhar. Por sua vez, Aurélia não temo necessário para que possam viver os dois juntos, com relativo conforto.

– Que devo fazer? – eis o que ela me pergunta, numa indecisão cruel.

Esta é, com efeito, uma questão delicada. Questão cuja resposta deve decidir sobre o destino de uma mulher e de um pedaço de homem.

Estou certo de que seria assumir uma grande responsabilidade responder indo além de uma simples sugestão.

Quanto custaria a reconstituição de um Caruthers completo? Se Aurélia tem algum recurso, deve comprar para o seu noivo muti-lado umas pernas artificiais, um olho de vidro e uma cabeleira postiça, para torná-lo apresen-tável. Feito isto, seria conveniente que lhe des-se um prazo improrrogável de noventa dias, ao fim do qual, se o rapaz não torcer o pesco-ço, poderá arriscar-se a casar com ele.

Não creio que assim procedendo Aurélia se aventure a grande risco, de qualquer ma-neira. Se Caruthers ainda uma vez cede à ten-tação estranha de quebrar alguma coisa sem-pre que se lhe apresenta a ocasião propícia, sua próxima experiência na certa será fatal, e então a pobre noiva poderá ficar tranqüila, casada ou não. Casada, as pernas de pau e outros objetos, propriedade do defunto, fica-rão como herança para a viúva, e assim Aurélia não perderá nada, a não ser, na realidade, o último pedaço vivo dum esposo honesto e infeliz, que durante a vida toda não fez outra coisa senão contentar os seus extraordinários instintos de autodestruição.

É tentar a sorte, portanto. Refleti bastante sobre o assunto, e este me parece o melhor partido a tomar no caso.

Decerto, Caruthers teria agido com acerto se houvesse tentado quebrar o o pescoço logo da primeira vez, tratando de fazer coisa definitiva. Já que escolheu outro método, dispon-do-se a prolongar o sacrifício o mais possível, não se pode criticá-lo, por haver feito o que lhe pareceu melhor. Deve-se é procurar tirar o melhor proveito das circunstâncias, sem o menor ressentimento.

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