A DEMAGOGIA CUSTOU CARO

A DEMAGOGIA CUSTOU CARO

A dupla Marcelo Crivela e Sergio Luiz Azevedo quis tirar proveito do sofrimento da população em função da pandemia do covid-19. Chamou a mídia e fez cerimônia de doação de respiradores as prefeituras de Cabo Frio e Arraial do Cabo. Pensando, obviamente em faturar uns votinhos, de olho nas eleições de novembro. Tudo se revelou uma bruta farsa.

A FARSA!

Os tais respiradores revelaram-se equipamentos “velhos de guerra”, ultrapassados e incapazes de auxiliarem médicos e pacientes na luta contra o covid-19. Dos 10 respiradores mandados para Cabo Frio pela dupla, apenas dois estavam em condições de funcionamento e o que é pior, não tinham sido doados, apenas emprestados.

A DUPLA!

A dupla, que não é sertaneja e muito menos caipira, formada pelo fracassado prefeito do Rio, Marcelo Crivela e o deputado Sérgio Luiz Azevedo, revelou-se no mínimo incompetente. Parece brincar com coisa séria, isto é, com a saúde dos moradores de Cabo Frio e também do Arraial do Cabo. Se é com essa competência toda que o deputado pretende governar Cabo Frio …

SEM RESPEITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Em plena pandemia do novo corona vírus um político tentar obter vantagens eleitorais em cima das dificuldades enfrentadas pela população é no mínimo vergonhoso. Como esperar algo diferente de quem sem respeito pela educação pública tenta criar uma CPI para investigar as universidades públicas do Estado do Rio? Cabo Frio não merece isso.

A CRISE!

A crise do governo do prefeito Adriano Moreno começou quando o prefeito nomeou secretário de fazenda seu parceiro na “República do Edifício das Professoras”, o Antônio Carlos Vieira, mais conhecido por Cati, cuja administração foi considerada desastrosa. A entrada de Clésio Guimarães Faria não resolveu até porque o Cati, junto com Miguel Alencar continua mandando muito. Faltam gestão e conhecimento político.

UMA NOVA REPÚBLICA?

A dupla, Adriano Moreno/Cati conseguiu enganar alguns setores da sociedade, inclusive da esquerda, saindo do velho PP e migrando para o Rede Sustentabilidade. Durou pouco tempo e logo fez o transbordo para o Democratas da Família Maia, partido bem mais adequado ao perfil da dupla da República do Edifício das Professoras, o Edifício Lila.

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ANTES QUE CRESÇAM – Luciana Branco (*)

Foram longos dias até acontecer de novo. Um pedido de HELP de meu filho e lá fui eu em busca do encontro depois de meses distante. O cuidado tem sido atitude de ordem nestes tempos de pandemia, por isso essa ausência necessária. Ficar longe é difícil quando se tem tanto amor.

Chego ansiosa, com medo da minha pequena não me reconhecer. Seus olhos azuis param nos meus olhos castanhos e um sorriso se abre deixando meu coração aliviado. “ Vovoooó!” Eu recebo seu chamado e me jogo num abraço quente e afetuoso. Ela sabe de mim. E me reconhece. E me ama. E todo o medo vai embora…

Nesse lugar de montanha onde estamos passando estes dias, muita mata nos cerca, assim como passarinhos coloridos e miquinhos salientes. Eu os apresento à ela, garantindo que ali tudo é bonito e seguro. Passeamos de mãos dados pelas ruazinhas de pedra cercada de verde. Ouvimos cantos e mais cantos saídos dos altos das árvores centenárias. Nosso silêncio é preenchido pelos sons maravilhosos da natureza que nos cerca. Tudo é lindo e mágico porque nada se parece com o que vivemos no “mundo lá fora”. Aqui dentro um lugar que será pra sempre. Sigo os passos da pequena que teima em desbravar cambaleante, mas firme, com olhos curiosos tudo à sua frente. Tanto verde no nosso ar puro. Quero o caminho desse futuro, cheio de água doce, matas intocáveis e pássaros coloridos, levada pelas mãos da minha neta. Nossos dias acordam cedo, com frio e beijo. Nossos passeios pelas estradinhas bucólicas cheias de curvas me levam ao meu filho, na sua idade, neste mesmo lugar, tantos e tantos anos atrás. Tudo igual como antes e diferente… As formigas levando suas enormes folhas num esforço imenso; as pedrinhas jogadas no poço cristalino perto da casa; a queda d’água formando a piscina; as borboletas que nos seguem assanhadas indicando o caminho; a comida servida na boca oferecida querendo mais; os banhos na piscina aquecida pelo sol; as brincadeiras na rede; a rega nas plantinhas tiradas do mato… O que foi ainda é porque o amor é o mesmo. Hoje é minha última noite aqui. Ponho meu coração na mala enquanto vejo a lua cheia despontar na janela do quarto. Ela sabe que gosto de lua e me segue até lá fora. Nós duas assim, olhando o céu naquele escuro clareado de luar e barulhos de bichos me faz entender a importância de se estar perto da infância da minha neta.

Nenhuma história que conte tirada de um livro bem ilustrado irá marcar tão especialmente as vidas de nós duas. Mesmo depois dos filhos amadurecidos, sentimos saudades de seus tempos mais perto. Depois que partem para suas “viagens” pela vida, tudo fica meio preto e branco. Netos são lápis de cor. Chegam desenhando e colorindo todos os espaços de saudade que a gente tinha. E antes que eles cresçam é preciso aproveitar!

(*) Escritora & Produtora cultural.

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Este livro de José Correia Baptista, “O piano tocava sozinho”, reúne pequenos contos.

“Minha ideia de desafio pessoal foi escrever histórias curtíssimas que pudessem apresentar um universo narrativo.”

A edição é de 2005 e apresenta 29 pequenos contos.

“Outra linha de pensamento foi contar histórias que se passam em nosso tempo contemporâneo”, observa o autor.

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POLÍTICA E ELEIÇÃO NÃO SÃO SINÔNIMOS – Cláudio Leitão (*)

A palavra política tem origem no verbete grego “politiká”, que é composto por duas vertentes. Uma chamada “polis”, que significa aquilo que é público, que é de todos, ou até mesmo faz uma referência a “cidade” onde todos vivem. O complemente vem do termo “tikós”, que está relacionado ao bem comum do conjunto de pessoas de uma determinada sociedade. Portanto, simplificando o conceito, política é tudo aquilo que está relacionado a coisa pública, ao espaço público e destinado ao bem comum do cidadão.

Eleição é o momento na democracia em que o cidadão da “pólis” escolhe através de uma escolha política aqueles que irão representá-lo nas estruturas de poder criadas dentro no nosso sistema republicano. No caso de eleições municipais escolhemos para dois poderes específicos: legislativo que é a Câmara de Vereadores e o executivo que é o prefeito da cidade. Nada mais óbvio.

Notem que eu disse “representar” e não “substituir”. Existe uma enorme diferença nesta escolha. O escolhido precisa ter o compromisso com nossas causas, as coletivas, as populares, ou até as de determinados segmentos sociais. Isso é representar. O eleito não pode nos substituir e defender pautas diferentes daquelas que aqueles eleitores escolheram e por boa-fé o elegeu. Ele também não pode se associar ao outro poder, o executivo, e negligenciar sua função primordial que é exercer exatamente a fiscalização dos atos e ações do prefeito. Pode compartilhar até as pautas comuns, projetos que atendem as necessidades da população, porém, precisa manter sua independência, conforme reza o preceito republicano da “independência entre os poderes”.

É muito comum ouvirmos de muita gente quando chega a eleição aquela frase repetida: “Começou o tempo da política”. Isso é muito ruim e revela o baixo comprometimento da população com a “coisa pública” que é o que representa a boa e correta forma de fazer política. A política é atividade do dia a dia. Precisamos perceber isso. As decisões tomadas nas diversas esferas de governo, seja federal, estadual ou municipal, independente da ação ou do resultado que produzem, tem sempre natureza política.

Muitas vezes estas decisões políticas favorecem a população, mas muitas vezes não trazem benefícios ao povo. A sua escolha é que determina isso. Votar em pessoas que não te representam, não representam interesses coletivos e populares ou até interesses do seu segmento social vão sempre levar a erros estratégicos de escolhas políticas.

Por que um trabalhador pobre vai votar num empresário rico? Qual a afinidade de interesses e objetivos que isso representa? Isso acontece repetidamente em toda eleição, e depois, o eleitor ainda reclama do seu próprio ato.

Eleição não é sinônimo de política. É na eleição que através do somatório de ações e fatos políticos que você faz as suas escolhas. Estas escolhas, também chamada de “voto”, têm que ser baseadas na trajetória de vida do candidato, seus atos e conduta, o que ele defende, sua capacidade e conhecimento para exercer o cargo, seuscompromissos com os interesses coletivos e não com interesses individuais, sua idoneidade, honestidade, além de outros aspectos.

O voto precisa ser pensado com critério, com apuro, responsabilidade, e as vezes, até com pesquisas e conversas com amigos para estimular mais ainda este debate para que possamos minimizar os efeitos de um voto errado. É preciso construir uma cidade e um futuro melhor para todos e não apenas para você.

Os eleitos não “caem do céu”. Se algo está dando errado na política, e consequentemente, nas eleições, será que não está na hora de revermos nossas atitudes diante da observação mais atenta da política e suas ações e fatos? Será que estamos fazendo as escolhas certas? Diante dos resultados, da insatisfação da população e os atos e fatos produzidos pelos eleitos, a resposta é um sonoro NÂO.

Apenas criticar, colocar todos os agentes políticos numa “vala comum”, não votar ou anular o voto também não contribuem para a mudança. Quando você se omite na participação política, não toma partido, geralmente ajuda a manter o quadro atual e beneficiar quem nos manipula e oprime.

Então só tem um jeito. Vamos mudar nossa concepção e não dar mais chances ao erro nas escolhas políticas. Boa sorte e muito critério em 15 de novembro de 2020.

NADA MUDA SE VOCÊ NÃO MUDAR !!

(*) Claudio Leitão é economista, professor de história e pré-candidato a vereador pelo PDT.

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VANDALISMO NO CEMITÉRIO

21 gavetas foram vandalizadas e ficaram semi destruídas no Cemitério do Jardim Esperança. Ação típica dos neofascistas, que começam a colocar as “unhas de fora”, na política cabofriense. Seria importante que a polícia identificasse e prendesse, com rapidez, os marginais.

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COERÊNCIA CRISTÃ NA POLÍTICA – Ângela Maria Sampaio de Souza (*)

A Política, com maiúsculas, é a organização geral de nossa vida em sociedade. É comum dizer que religião e política não devem se misturar. Isso vale para políticas partidárias, mas nos critérios da vida social, isto é, a POLÍTICA com letras maiúsculas está sempre ligada.

No império romano, os cristãos foram perseguidos por causa da fé. Então não dá para ser neutro na Política, diante de sistemas sociais injustos, pois quem cala consente.

Em nossos dias vemos grupos religiosos que negociam em troca de favores econômicos. Outros buscam manter a coerência, mesmo que enfrentem situações adversas.

Hoje se rotula de subversivo quem se esforça para superar a desigualdade social. A variedade de políticas partidárias é uma riqueza a ser explorada para o bem da sociedade.

Isso faz parte da Democracia e os grupos religiosos deveriam cultivar esse espírito democrático nos seus ambientes. Hoje isso é um grande desafio, pois os partidos estão radicalizados e jogam com a emoção.

Também nem sempre somos claros como imaginamos ou queremos. Um coração leve, cheio de amor e confiante nos impulsiona a levar adiante essa missão, não para brilhar, mas para clarear o caminho daqueles que estão ao nosso redor, especialmente para os que precisam de atenção. Ninguém vem ao mundo para viver só, nascemos para mudar a nossa vida e a do outro. Assim poderemos levar consolo, paz, esperança e justiça.

Não tenhamos medo de nossos defeitos, tenhamos medo de não dar os passos que precisamos para transformar a vida daqueles que lutam por justiça social e paz. Procuremos ser LUZ!!!

(*) Ângela Maria Sampaio de Souza é professora.

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ALGORÍTMO – Fábio Emecê (*)

Não escolhi você

por conta de algoritmos

não desejo você

por conta de possessão

há por aqui

argumento

concessão

pra gente poder

pra gente viver

pra gente fazer qualquer coisa

sem a localização

do GPS

alguém perde

alguém mete

lágrimas descem

não sou interessante

acontece

amor vende

fodas perecem

eu querendo mais

do que apenas preces

nem terei

porque já não sei

onde posso encontrar

gás

pro meu isqueiro

lenha

pro meu braseiro

o calor

é esteio

é vareio

de negações

porque projetamos

sempre coisas boas

por conta da nossa mediocridade

pede algo

fica a vontade

atenda quando quiser

afinal, eu que preciso de atenção

moção de aplausos

as mulheres que não enxergam

idiotas que nem eu

moradores do breu

iconoclasta

quase ateu

acreditando no amor

por isso o abuso

sou abusado

ando amargo

putaria mora ao lado

aqui só há hermetismo

pouca bebida

palavras escolhidas

por pretos velhos

invisíveis

sou apaixonado

por ela e isso

nem importa

sou apaixonado

por ela

e isso não importa

sou apaixonado

por ela

qualquer um ignora

não há interesse

em quem é radical

ou se ilude

na masturbação banal

perdendo a vontade do flerte

apenas por ela

haveria interesse

nem por mim

nem por nós

o algoz

ri

ela rebola

vou embora

pro cafofo…

(*) Fábio Emecê é Poeta, Mc e Professor.

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Amanhecer na Praia do Forte/2013 – Foto: Antônio José Christovão Pinto.

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BAIXO CLERO!

O Baixo Clero oriundo da Zona Metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo os municípios da Baixada Fluminense, tenta penetrar de qualquer maneira na política da Região dos Lagos, em particular Cabo Frio. O introdutor dessas “jóias”, verdadeiros desastres para a população de seus municípios, sempre caracterizados pelo populismo de extrema direita é o deputado Sérgio Luiz Azevedo. Que amor por Cabo Frio!

A DEMOCRACIA!

Algumas lideranças de diferentes tendências político-ideológicas de Cabo Frio trabalham com a idéia de concentrar seu trabalho e votos no pleito de novembro, levando em consideração dois pontos fundamentais:

1) O combate ao avanço do neofascismo;

2) a recuperação da capacidade financeira e administrativa do município.

CONFUSÃO!

O ex-prefeito Marquinhos Mendes, até hoje não conseguiu explicar o seu amor repentino pela candidatura a deputado federal do delegado da PF, Felipe Laterça, do PSL, que também fez “dobradinha” com Mauro Bernard (PROS), que se elegeu deputado estadual. No caso, de Bernard, quem ficou “a ver navios” foi Paulo César Guia, no PR.

CHACOTA!

Arraial do Cabo consegue produzir fatos políticos que, embora trágicos, são tão surreais, que acabam se transformando em motivos para chacotas. Assim foi a manifestação de um grupo de populares, apoiando Renatinho Vianna após a presença no município do MPE e a Polícia Civil. Alguém tinha dúvida que o governo seria uma “tragédia anunciada”?

AS PRAGAS!

‘’Infelizmente, sem partidarismos, Arraial do Cabo sofre pela ausência de lideranças políticas conseqüentes e capazes de administrar a cidade. A presença constante do Ministério Público do Estado e da Polícia Civil entrou para o folclore político da Região dos Lagos. Uma vergonha para o município, que não consegue se desvincular dessas pragas.

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